sexta-feira, 6 de novembro de 2015

CHARGE



1ª Imagem mostra um estabelecimento sem nenhuma condição de higiene

2ª Imagem brinca com a fiscalização de Vigilância Sanitária


3ª Imagem mostra os desafios encontrados pelos agentes de fiscalização 


VÍDEO - VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ALIMENTOS)

       Esse vídeo mostra a vigilância sanitária fazendo fiscalização em estabelecimentos de redes de alimentação. Como podemos observar, há muitos estabelecimentos no qual a limpeza deixa muito a desejar. Como consumidores, precisamos conhecer e fiscalizar os locais onde fazemos nossas alimentações.

ASSISTAM:


domingo, 25 de outubro de 2015

VIGILÂNCIA SANITÁRIA

      


A Vigilância Sanitária é entendida como um conjunto de ações capazes de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da promoção e circulação de bens e prestação de serviços de interesse da saúde.


Abrange:
  •  O controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente, se relacionem com a saúde, compreendidas todas as etapas e processos, da produção ao consumo;   


  • O controle da prestação de serviço que se relacionam direta ou indiretamente com a saúde.  



  • PROMOÇÃO DA SAÚDE

          Um aspecto fundamental da vigilância em saúde é o cuidado integral à saúde das pessoas por meio da Promoção da Saúde.


          A Promoção da Saúde é compreendida como estratégia de articulação transversal, à qual incorpora outros fatores que colocam a saúde de população em risco trazendo à tona as diferenças entre necessidades, territórios e culturas presentes no país. Visa criar mecanismos que reduzam as situações de vulnerabilidade, defendam a equidade e incorporem a participação e controle social na gestão das políticas públicas.



          Nesse sentido, a Política Nacional de Promoção da Saúde prevê que a organização da atenção e do cuidado deve envolver ações e serviços que operem sobre os determinantes do adoecer e que vão além dos muros das unidades de saúde e do próprio sistema de saúde. O objetivo dessa política é promover a qualidade de vida e reduzir a vulnerabilidade e riscos à saúde relacionados aos seus determinantes e condicionantes – modos de viver, condições de trabalho, habitação, ambiente, educação, lazer, cultura e acesso a bens e serviços essenciais. Tem como ações específicas: Alimentação saudável, prática corporal/atividade física, prevenção e controle do tabagismo, redução da morbimortalidade em decorrência do uso do álcool e outras drogas, redução da morbimortalidade por acidentes de trânsito, prevenção da violência e estímulo à cultura de paz, além da promoção do desenvolvimento sustentável.  



    SAÚDE DO TRABALHADOR

          Outra área que se incorpora nas ações de vigilância em saúde é a saúde do trabalhador que entende-se como sendo um conjunto de atividades que se destina, através das ações de vigilância epidemiológica e vigilância sanitária, à promoção e proteção da saúde dos trabalhadores, assim como visa à recuperação e reabilitação da saúde dos trabalhadores submetidos aos riscos e agravos advindos das condições de trabalho, abrangendo entre outros:

    1 - Assistência ao trabalhador vítima de acidentes do trabalho ou portador de doença profissional e do trabalho;

    2 - Participação em estudos, pesquisas, avaliação e controle dos riscos e agravos potenciais à saúdes existentes no processo de trabalho;


    3 - Informação ao trabalhador e à sua respectiva entidade sindical e às empresas sobre o risco de acidentes de trabalho, doenças profissional e do trabalho, bem como os resultados de fiscalizações, avaliações ambientais e exames de saúde, de admissão, periódicos e de demissão, respeitando os preceitos da ética e profissional.



    VIGILÂNCIA AMBIENTAL

          As ações de Vigilância em Saúde Ambiental, estruturada a partir do Sistema Nacional de Vigilância em Saúde Ambiental, estão centradas nos fatores não-biológicos do meio ambiente que possam promover riscos à saúde humana: Água para consumo humano, ar, solo, desastres naturais, substâncias químicas, acidentes com produtos perigosos, fatores físicos e ambiente de trabalho. Nessa estrutura destaca-se:


          VIGIAGUA - A Vigilância em Saúde Ambiental Relacionada à Qualidade de Água para Consumo Humano, que consiste no conjunto de ações adotadas continuamente pelas autoridades de saúde pública para garantir que a água consumida pela população atenda ao padrão e às normas estabelecidas na legislação vigente e para avaliar os riscos que a água consumida representa para a saúde humana. Suas atividades visam em última instância, a promoção da saúde e prevenção das doenças de transmissão hídricas;

          VIGISOLO – À Vigilância em Saúde Ambiental de Populações Potencialmente Expostas a Solo Contaminado, que compete recomendar e adotar medidas de promoção à saúde ambiental, prevenção e controle dos fatores de riscos relacionados às doenças e outros agravos à saúdes decorrentes da contaminação por substâncias químicas no solo;




          VIGIAR – Vigilância em Saúde Ambiental Relacionada a Qualidade do Ar, que tem por objetivo promover a saúde da população exposta aos fatores ambientais relacionados aos poluentes atmosféricos – provenientes de fontes fixas, de fatores móveis, de atividades relativas à extração mineral, da queima de biomassa ou de incêndios florestais – contemplando estratégias de ações intersetoriais.


    Vigilância Epidemiológica

            A vigilância epidemiológica é um “conjunto de ações que proporciona o conhecimento, a detecção ou prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes da saúde individual ou coletiva, com finalidade de recomendar e adotar as medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos.



          O propósito da Vigilância Epidemiológica é fornecer orientação técnica permanente para os que tem a responsabilidade de decidir sobre a execução de ações de controle de doenças e agravos. Sua operacionalização compreende um ciclo completo de funções específicas e articuladas, que devem ser desenvolvidas de modo contínuo, permitindo conhecer, a cada momento, o comportamento epidemiológico da doença ou agravo escolhido como alvo das ações, para que as intervenções pertinentes possam ser desencadeadas com oportunidade e efetividade.




          Tem função como coleta e processamento de dados; análise e interpretação dos dados processados; investigação epidemiológica de casos e surtos; recomendação e promoção das medidas de controle adotadas, impacto obtido, formas de prevenção de doenças, dentre outras. Corresponde à vigilância das doenças transmissíveis e das doenças e agravos não transmissíveis. É na atenção Básica/ Saúde da Família o local privilegiado para o desenvolvimento da vigilância epidemiológica.